Espaço Cultural Mauro Mota

No Século XIX, cidades como Nazaré da Mata orbitavam em torno das Feiras ao ar livre. Era o centro nervoso da economia e da vida social desses lugares, dada a predominância da Vida Rural. No meio desse centro econômico das cidades, o matadouro, também chamado de abatedouro, era de fundamental importância para o fornecimento do elemento principal da cozinha da região: a carne animal.

Em Nazaré da Mata, um prédio localizado no largo que fica no fim da Rua Barão de Tamandaré, apresenta a marca do que foi a época das grandes feiras livres que movimentavam toda a região. O matadouro funcionou até início dos anos 90 do século passado, quando foi transferido, por recomendação da vigilância sanitária, para um prédio localizado à Rua Castro Alves, conhecida como Rua da Bomba.

Para preservar esse importante patrimônio arquitetônico de Nazaré, em 2002, foi inaugurado o Espaço Cultural Mauro Mota, que tem como objetivo valorizar e preservar a cultura da cidade, sendo o primeiro nesses moldes construído na região. Com cerca de 600 metros quadrados de área construída, o Espaço Cultural Mauro Mota foi erguido a partir das ruínas do antigo Matadouro e faz homenagem a um dos maiores poetas e jornalistas do Estado de Pernambuco, filho de Nazaré.

O centro abriga diversas exposições, e é espaço para oficinas de arte e cursos de informática para a comunidade local. A estrutura do espaço é favorável e conta com um salão principal, duas salas-laboratório, uma sala de informática com oito terminais conectados à Internet, sala administrativa e ainda banheiros e copa. Lá estão expostos importantes exemplares dos artefatos produzidos pela cultura da região e do município, sobretudo aqueles ligados ao maracatu rural, a exemplo do estandarte do primeiro grupo de Maracatu da cidade, o Cambinda Brasileira.

O espaço segue firme, sendo valorizado ou não, ao sabor das gestões municipais que se sucederam desde a sua fundação. O Centro Cultural Mauro Mota é um lugar importante para o Turismo da região e para a preservação do patrimônio material e imaterial da cidade e deve ser valorizado pelos governos e pela população em geral, pois é um Monumento da nossa cultura, um monumento da nossa memória.

FONTES

http://www.old.pernambuco.com/diario/2002/12/28/viver7_0.html

http://acidadeeahistoria.blogspot.com.br/2010/08/viva-mauro-mota.html

Texto escrito por: Cássio Uchoa

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