TIMBAUBA

“Árvore que exala espuma” é o que significa a palavra timbaúba. O território, que era parte da Capitania de Itamaracá, deve ter sido dominado pela população indígena até meados do século XVIII, quando começou a receber gente saída de Tejucupapo e Goiana.

No início do século, entre esses primeiros habitantes fala-se de uma propriedade com o nome Timbaúba, pertencente a Antonio José Guimarães, homem de comércio e terras. Dizem ter sido um homem violento, típico do mandonismo da época, promoveu a transferência de uma feira livre para dentro de sua propriedade. Tudo isso aconteceu quando, para atender necessidades das indústrias européias, parte da região se tornou produtora de algodão. Antonio José Guimarães morreu foi assassinado em 1847.

Timbaúba teve participação na Revolução Praieira de 1848, que foi um conflito que envolveu pequenos proprietários e comerciantes contra grandes proprietários conservadores, estes representados pelo poder dos Cavalcanti. Também ocorreram movimentações contra as decisões do governo imperial em impor o Sistema Métrico Decimal e da cobrança de impostos em 1874. Essa movimentação é conhecida como a Revolta do Quebra Quilos, que também é conhecida, na Zona da Mata como Zumbido ou Ronco da Abelha.

Antes de ser cidade, Timbaúba foi distrito de Itambé até 1879 e reconhecida como cidade em 1884. O plantio e comercialização do algodão foi um grande fator para o crescimento de Timbaúba, com a implantação de indústria de beneficiamento. E esse algodão tornou Timbaúba um centro de produção de redes. Mais recentemente o município foi um pólo de produção de calçado. Atualmente a economia da cidade está voltada para a produção açucareira com a usina Cruangi.

Entre as muitas contribuições do município, está a criatividade dos Bois de Páscoa e Bois de Carnaval. A cada ano, ocorre desfile dos grupos de Bois, folguedo que a cada dia vem se tornando símbolo da cidade.

Texto Escrito por Severino Vicente da Silva
Pesquisado em site do Promata, do IBGE, Wikipedia, Pernambucânia

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