TRANSPORTE COLETIVO GOIANA-CAPITAL

Um dos grandes problemas que a humanidade tem enfrentado é o estabelecimento de rotas de transportes capazes de aproximar as pessoas e as comunidades que estão distantes. Durante a maior parte do tempo entre 1550 e 1900, as rotas de transportes, no Brasil, foram preferencialmente de navegação, a dos rios e a cabotagem, que liga os portos. Claro que havia as caminhadas e sempre havia os tropeiros, guiadores de tropas de burro que ligavam os povoados. No lombo dos burros as mercadorias eram transportadas de uma vila para outra.  Assim é que a distância mais comum entre um povoado e outro, entre uma vila e outra está em torno de 20 quilômetros. Transporte de gente era comum acontecer nos carros de bois, usados para que as primas se visitassem em épocas de festas e férias, e um engenho para outro. As estradas eram ruins, pois os senhores pouco se comunicavam. Apenas no final do século XIX tem início uma preocupação com um transporte para um maior número de pessoas, especialmente após a o fim da escravidão e a proclamação da República. Ainda hoje é precário o transporte público, esse que serve a maioria da população.

Entretanto, na segunda metade do século XIX alguns países da Europa realizaram a revolução dos meios de transportes, primeiros com o trem e o navio a vapor e, em seguida com o motor de explosão interna, o automóvel.

O automóvel, veículo que se move por si, foi criado inicialmente para atender os indivíduos mais ricos. Ainda na década de 1950, Luiz Gonzaga contava que no interior do Brasil que “automóvel lá não se sabe se homem ou se é mulher, quem é rico anda em jerico, quem é pobre anda a pé”.

Az cidade de Goiana, aqui em Pernambuco, tem algumas curiosidades no que se refere ao transporte com veículos automotivos. O médico Correia Picâncio, mais conhecido como Barão de Goiana, foi o primeiro proprietário de um automóvel em Pernambuco e, o primeiro ônibus, ou seja, um carro coletivo, que se tem notícia no Brasil, foi o que ligava Goiana a Recife, em uma rodagem cuja trajetória foi bastante aproximada do que é hoje a BR 101. A primeira viagem ocorreu no dia 23 de março de 1903, com doze pessoas que fizeram o percurso em nove horas, com uma parada para um almoço em, Olinda. A iniciativa de Manoel Borba não durou muito tempo, pois a passagem era bastante cara e eram poucos os que podiam pagá-la.

Texto escrito pelo professor Severino Vicente da Silva, PhD em História

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