MUNICIPIO DE PAUDALHO

Paudalho situa-se na Zona da Mata seca de Pernambuco, e  de acordo com o censo  IBGE de 2010, o município tem uma população de 50.316 habitantes. Até 1963, as atuais cidades de Carpina e Lagoa de Itaenga faziam parte de Paudalho.

O escritor Severino Soares de Araújo, em sua obra “PAUDALHO TERRA DOS ENGENHOS”, ensina que os primeiros povoadores de Paudalho teriam sido os índios Tabajara. Inicialmente o local foi conhecido como  Miritiba;  em 1591 era um aldeamento indígena fundado pelos franciscanos, posteriormente foi implantado um engenho de açúcar, em 1627, denominado Engenho Aldeia, onde hoje funciona um campo de instrução do exército brasileiro.

Em 1630 já existia o engenho Mussurepe, situado à margem esquerda do rio Capibaribe, a 6 km da atual cidade, levantado por João Lourenço Franco, pertencente ao mosteiro de São Bento de Olinda. Nessa época as matas do que viria a ser Paudalho era habitada por homens livres que se dedicavam ao corte do pau brasil e  plantio de lavoura de subsistência.

Esses “brasileiros”, com são chamados cortadores de pau-brasil, recusaram-se a formar tropas para lutar contra os habitantes do Quilombo dos Palmares, que começava nas atuais terras de Garanhuns e ia até União dos Palmares, hoje, Alagoas.

Após a expulsão dos holandeses foram criados mais de cinquenta engenhos. Em janeiro de 1711 chegou à margem esquerda do rio Capibaribe o colono Joaquim Domingos Telles, vindo de Itamaracá, com alguns parentes e muitos escravos africanos, onde se instalou para explorar novas terras apropriadas para o cultivo da cana de açúcar; ali ele construindo ali um engenho que, em decorrência da existência no local de árvores que tinham um cheiro semelhante ao alho, recebeu o nome de engenho Pau de alho ou Pau do alho, de onde vem o nome da cidade.

Parece que a região foi favorecida pelos eventos dos habitantes de Olinda com os habitantes do Recife por causa da elevação à vila do Recife, inclusive com o aumento da população após o estabelecimento de um presídio, em 1714. No ano de 1789, Paudalho passou a ser distrito de Nazaré, veio a ser desmembrada de Igarassu e 1811 passou a ser sede de Comarca e foi feita cidade em 1879.

Quando ocorreu a Revolução Pernambucana de 1817, o padre Pascoal Pires, o vigário de Paudalho, incentivou a população contra a República proclamada no Recife. Houve confronto como mostra um canhão que foi usado pelos republicanos, encontrado próximo ao leito do Rio Capibaribe, cem anos depois. Também na Revolução Praieira, ocorrida no ano de 1848, pequenos proprietários da região levantaram-se contra o domínio dos conservadores.

O município tem uma forte predominância da religião católica, existindo cerca de vinte e cinco igrejas dessa confissão cristã. Aliás, no início do século XX, os padres do Sagrado Coração de Jesus estabeleceram em Paudalho um grande seminário para a formação do clero. Desde 1974, contudo, essa estrutura recebe a Academia da Polícia Militar, formando oficiais para todo Norte-Nordeste. Ainda no campo religioso, observamos templos de mais que dez confissões protestantes e pentecostais.

Paudalho é local de peregrinação e de turismo religioso, pois o Santo da escolha dos cortadores de cana, dos canavieiros e de todos os matutos é São Severino do Ramo, visitado durante todo o ano na Capela de Nossa Senhora da Luz, do Engenho Ramos, à margem da ferrovia e do rio Capibaribe.

A principal atividade econômica desenvolvida é o cultivo de cana de açúcar e a criação de galináceos, sendo a indústria modesta, representada pela criação de tijolos e cerâmica. Mas não se deve esquecer a produção de laranjas, castanhas de caju, mamão, coco e maracujá. Paudalho, este importante capítulo da história e da cultura do nosso Estado.

O tema foi pesquisado por Manuela Guedes no site www.biuvicente.com/professor , em texto publicado em 17 de junho de 2008. De autoria  de Eduardo Araripe P. de Souza, Flávio Santos Cecília Tenório, No site do Promata, do IBGE, Wikipedia, Pernambucânia.

Manuela Guedes Vicente

Severino Vicente da Silva

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *