MONSENHOR MARINHO DE UPATININGA

Lagoa Seca. Assim era conhecido o atual distrito aliancense de Upatininga no ano de 1882 quando foi construída uma estação ferroviária de Upatininga, parte da ferrovia que ia até o Rio Grande do Norte. Essas informações indicam que Lagoa Seca era um local de prosperidade, uma vila que ainda guarda um monumento que celebra a passagem do século XIX para o século XX. Também havia uma banda de música. O bispo da diocese de Olinda era dom João Fernando Santiago Esberard enviou para assumir a função de primeiro vigário da paróquia de Nossa Senhora do Despacho o jovem padre José Carlos Marinho, um moreno forte e bem apessoado, de apenas 26 anos, pois nascera em 1867,na cidade do Recife e terminara seus estudos sacerdotais em Salvador, Bahia, onde foi ordenado sacerdote no ano de 1891. Tão logo retornara Recife, foi indicado para ser capelão do Hospital dos Lázaros, de onde saiu para assumir a paróquia que atualmente tem sua sede em Aliança.

O padre Marinho era moreno e, se a princípio causou estranheza aos seus paroquianos, especialmente os proprietários das terras. Mas em pouco tempo o padre mostrou-se um ativo mentor da vila, incentivando a educação dos meninos e meninas, além de introduzir as novidades do Concílio Vaticano I, que havia sido realizado em 1870. Quando foi criada a diocese de Nazaré da Mata, no ano de 1818, a paróquia de Lagoa Seca passou para a sua jurisdição.

Entre os paroquianos que receberam as primeiras lições de catecismo e de vida social, citamos José Tavares Moura, que veio a ser o primeiro bispo da diocese de Garanhuns; o Monsenhor Ferreira Lima, vigário de Surubim e importante liderança política na região e no Estado. Outra personalidade que iniciou a vida em contato com o padre Marinho foi José Ermírio de Moraes, engenheiro,empresário fundador do grupo Votorantin e senador da República.

A dedicação do padre e seus conhecimentos o levaram a ser Consultor Diocesano da Diocese de Nazaré da Mata a partir de 1932. Dedicado à sua paróquia e à sua Igreja, o Monsenhor Marinho serviu a comunidade de  Lagoa Seca, que vem a ser hoje o distrito de Upatininga até a sua morte, ocorrida no ano de 1945. A memória do benfeitor está assegurada no monumento erguido em sua honra no centro de Upatininga, no nome da Escola Reunida Monsenhor Marinho e na lembrança dos que o conheceram ou  ouviram seus pais e os mais velhos falarem do padre que ajudou a formar Upatininga.

Texto escrito por: Severino Vicente da Silva

 Texto pesquisado em texto de Leo Silva, de Upatininga, no IBGE, no Apontamento Biográficos do Clero Pernambucano e na Wilkipédia.

One Comment on “MONSENHOR MARINHO DE UPATININGA

  1. Meus parabéns!!!!!! por falar, citar o vigário Marinho, um dos mais respeitado sacerdote de sua época. Pois tudo em sua vida o mesmo fez com grande carinho, sua catequese!!! seu jornalzinho a “Boa Semente”.Dentre sua maior virtude foi, Amar a Pobreza e Viver na Simplicidade. Como disse o mesmo em um de seus jornalzinho, o sacerdote vive para o altar, doando-se incansavelmente, em salvação das almas!!!!!!!!!!

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