VITÓRIA DE SANTO ANTÃO

O município de Vitória de Santo Antão está inserido na Mesorregião da Mata Sul do Estado, sabe-se que as notícias mais longínquas sobre o seu povoamento data-se do início do século XVII, início da colonização brasileira, da qual sua construção veio a ser habitada por lavradores e criadores, no vale Tapacurá. A origem do município está ligada ao português Diogo de Braga, proveniente da ilha de Santo Antão, no Arquipélago do Cabo Verde. Ele estabeleceu-se ali em 1626,  juntamente com sua família e agregados, dedicando-se a atividades agropastoris na região, assim adquirindo grandes quantidades de terras.

Diogo de Braga construiu sua residência e, ao lado, uma capela consagrada a Santo Antônio, padroeiro da Ilha de Cabo verde e protetor contra o roubo de gado. Próximo à capela cresceu um povoado que recebeu o nome de Cidade de Braga. Em meados de 1774 passou a ser denominada Santo Antão da Mata, quando já tinha uma população estimada de 4866 pessoas. Tal nome foi dado devido à antiga mata ali existente; e esse crescimento populacional deve-se à sua localização privilegiada por cursos d’água, além do fato situar-se como ponte de passagem do caminho que destinava ao Rio São Francisco através do vale do Moxotó.

Esses cursos d´água eram de vital importância para a região, pois eles permitiam a realização de feiras semanais, nas  quais os tropeiros vendiam gado para o abastecimento de Olinda e Recife, além de rapaduras e mel fabricados nas engenhocas da freguesia, além de pano de algodão e tecidos, em modestas oficinas domésticas. Desde o início, portanto, destaca-se o papel comercial que Vitória teve no percurso da história de Pernambuco.

Em 1645, a cerca de nove quilômetros de Santo Antão da Mata, ocorreu a batalha do Monte das Tabocas, contra os holandeses. Em 1719, quando ocorreu a luta entre Recife e Olinda, conhecida como Guerra dos Mascates. Nessa disputa os moradores de Santo Antão da Mata apoiaram os recifenses. Em 1783 o povoado passou a distrito com o nome de Vitória de Santo Antão, em homenagem à vitória contra os holandeses. Hoje o Monte das tabocas é considerado Patrimônio Histórico e lá foi construída a Capela Nossa Senhora de Nazaré, uma promessa feita por Antonio Dias Cardoso, general vencedor da batalha, mas essa promessa só veio a ser comprida 300 anos depois da batalha, com a sua inauguração ocorrendo a 3 de agosto de 1945.

No ano de 1859, o imperador Dom Pedro II e sua esposa a imperatriz Tereza Cristina visitaram a cidade onde pernoitaram. O prédio onde o casal imperial ficou hospedado hoje é a sede do Instituto Histórico e Geográfico de Vitória de Santo Antão. O prédio chama atenção por seu revestimento em azulejo decorado e objetos históricos de grande significância, além de objetos de arte Sacra e Antropológica, com destaque para seu acervo disponível ao publico, que tem mais 11.000 livros.

 Texto escrito por: Emanoel da Cunha Germano e Severino Vicente da Silva

FONTES DE PESQUISAS:

 Acessado dia 10 de Abril de 2012, as 22:30.

http://www.prefeituradavitoria.pe.gov.br/viradacultural/infor.htm

Instituto Histórico de Vitoria-  http://www.ihgvsa.blogspot.com.br/

Acessado dia 10 de Abril de 2012, as 22:50.

Biblioteca IBGE

(Vitória de Santo Antão)

biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/dtbs/…/vitoriadesantoantao.pdf

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