MACAPARANA

Historicamente a região em que está situada a cidade de Macaparana tem sua reocupação no século XIX, um processo ligado à pecuária e também com a introdução da cana de açúcar juntamente com os engenhos, ligados à família Cavalcanti. Inicialmente a região era parte de Timbaúba, um povoado que foi tornado distrito em 1913, com o nome de Macapá. Em 1928 o povoado foi elevado à distrito e, juntamente com São Vicente, foi separado de Timbaúba para a criação do município de São Vicente. Dois anos depois ocorreu a Revolução de 1930 e trouxe, como consequência, a transferência da sede municipal para Macapá. No ano de 1938  os documentos já apresentavam Macapá como município. Em 1943, durante o Estado Novo, o jornalista e secretário do Instituto Arqueológico Histórico Pernambucano, orientou que o município passasse a ser denominado Macaparana. Posteriormente, em 1958, o distrito de São Vicente tornou-se a cidade autônoma de São Vicente Ferrér.

Atualmente Macaparana é formada pelo povoados Poço Comprido, Nova Esperança e Pirauá, com uma população de 23 mil habitantes. São 17 os engenhos que estão em território de Macaparana que é também local de oferta para turistas que chegam para dividir a beleza do lugar com a população.

No período das festas juninas sempre há o que se fazer no município: a Casa de Reboco é o local de concentração para os festejos; o dia de Santo Antonio é momento especial para caminhar cinco quilômetros em procissão até a Pedra do Bico em louvação ao santo casamenteiro e também fazer um pic-nic, como no restante do ano. Também no mês de junho é época de realizar a Cavalgada Ecológica que, a quinze anos vem sendo realizada, reunindo quase um milhar de cavaleiros no distrito de Pirauá. Ainda na Serra do Piaruá são encontradas belas orquídeas no Sítio Paquevira, localizado a 10 quilômetros da sede.

Caminhada ecológica pode ser realizada também para se alcançar a Pedra da Goiana e visitar a ermida dedicada a Nossa Senhora da Conceição. Os que preferem mais movimento e atividade podem participar da Cavalhada de Macaparana e vibrar com a disputa de cavaleiros na busca de conquistar o maior número de Argolinhas, arrebatando-as a partir de suas montarias em movimento. Este foi sempre um divertimento dos vaqueiros no passado, tradição que pode ser acompanhada nos meses de outubro e dezembro.

Uma das mais interessantes histórias de Macaparana está ligada ao Engenho Monte Alegre, local onde se realiza a Missa do Vaqueiro, sempre no último domingo de novembro. Costuma-se dizer que naquele engenho, o Engenho Monte alegre, há uma lagoa onde os sapos não cantam e que por ali vagam fantasmas que guardam botijas de enterradas por antigos senhores de engenho.

Macaparana ainda carrega com alegria a criatividade do artesanato de bordados e rendas além do vinho fabricado artesanalmente. Um bom lugar a ser visitado.

Bibliografia:

http://www.macaparana.pe.gov.br/

Texto escrito por: Severino Vicente da Silva

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