POMBOS

Na proximidade da Serra das Russas está o município e a cidade de Pombos, originária de uma fazenda pertencera aos irmãos José Manoel de Melo e Manoel Gomes de Assunção. Ali, no século XVIII eles estabeleceram um engenho aproveitando as águas do Rio Água Azul. Foram sendo construídas algumas casas. O lugarejo ficou conhecido como Tubibas. Tubibas é um tipo de pombo selvagem e, como havia muitos na região, as pessoas acostumaram a dizer que iam aos pombos.

Padre Galdino Soares Pimentel, que foi vigário coadjutor em Vitória, no final do século XIX comprou terras na região e quis construir uma capela em homenagem à mãe de Deus no planalto de São João dos Pombos, como já era conhecido. Todos diziam que era uma tarefa impossível, mas o padre Galdino e a população local construiu a capela que foi dedicada a Nossa Senhora dos Impossíveis.

Inicialmente Pombos fez parte de Vitória de Santo Antão, como distrito desde 1908, mas alcançou a sua autonomia no final de 1963, período de grande movimentação política e social em Pernambuco e no Brasil. Atualmente, com um pouco mais de 24 mil habitantes, o município de Pombos é formado pela sede e pelos distritos de Dois Leões e Nossa Senhora do Carmo.

Economicamente Pombos desenvolve a Pecuária e a agricultura típica da região comm a produção de banana, coco-da-baía, limão, mamão, maracujá – abacaxi, batata, cana de açúcar. Mamona, mandioca, feijão, milho e café.

Pombos é um grande produtor de farinha de mandioca, mas isso tem o preço de sujar o Rio Água Azul. A alegria do São João dos Pombos tornou-se mais viva após a poesia de Vanildo de Pombos, nascido no Paraná, para onde seus pais migraram, mas criado em Pombos, para onde voltou seu Vitôr e família. Além do São João, a Festa do Abacaxi, que ocorre sempre no mês de outubro marca a vida da cidade.

Bibliografia

PIO, Fernando. Apontamentos bigráficos do clero pernambucano (1535-1935), Vol II. Recife: ARPEJ, 1994.

 www.uniregistro.com.br/cidades-do-brasil/pernambuco/pombos/

http://www.ibge.gov.br/cidadesat/topwindow.htm?1

Texto escrito por: Julieta Fernandes Lima, 2º período de História, UFPE e Severino Vicente da Silva

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