Banda Filarmônica 28 de Junho

Não há dúvida que a música rege muitos de nossos movimentos e, todos os movimentos que observamos podem ser transformados em sons. Quando roçamos nossa pele podemos ouvir o som que dela sai, bem como a cadência de nosso coração é ritmo da vida que cuidamos para nós mesmos. Talvez por tudo isso é que estamos sempre a cantar e fazer música. É verdade que se não cuidarmos os sons podem parecer barulho, ou seja, sem sentido. O barulho é aquilo que nos distrai da vida. A música, que é harmonia e ritmo, nos põe em contato com a vida em sua melhor expressão.

Assim sentem todos os homens e mulheres de todos os povos. Todos somos fila-harmônico, ou seja, amigos da harmonia. Esse era o sentimento daqueles que viviam em Goaninha no ano de 1891 quando decidiram criar a Filarmônica Goianiense, que existiu durante quatro anos. Três anos depois o cidadão Manoel Figueira Mendonça organizou a Banda Filarmônica e Bela que também teve vida curta.

Mas a grande novidade ocorreu no dia 28 de junho de 1905, quando Goianinha assistiu o desfile de uma banda, também organizada por amigos da música e, que tomou aquela data pra seu nome: Filarmônica 28 de Junho. Então ela foi resultante da harmonia desenvolvida dos amigos Armínio Barbosa Cordeiro, Manoel Vicente de Carvalho, João Pereira Andrade, Nicanor Muniz da Silva e Manoel Bernardino Sena. Eles criaram a sociedade mantenedora da Banda que, vencendo as muitas dificuldades, vem animando a vida dos que viviam no tempo de Goianinha como os que estão a viver no tempo de condado.

A Associação da Banda Filarmônica 28 de junho tem se adaptado às mudanças desse século já vencido. A mais recente atualização foi ser reconhecida como Ponto de Cultura. É que ao longo do século XX a 28 de junho promoveu a formação musical e cívica de várias gerações, oferecendo a disciplina necessária para o reconhecimento e organização do ritmo da vida. Recentemente a Filarmônica 28 de junho esteve no Rio de Janeiro agosto 2010, em projeto da Caixa Econômica federal.

Bibliografia .ANDRADE , Ludovico. De Goianinha ao Condado. Coleção Tempo Municipal, Centro de Estudos de História Municipal. Recife: FIAM, 1993.

Texto escrito por: Severino Vicente da Silva

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