Chã Grande

Chã, terreno plano no alto de um morro dá nome a essa cidade que se limita a norte com Gravatá, a sul com Amaraji e Primavera, a leste com Pombos e a oeste com Gravatá.

O povoamento de Chã Grande deu-se entre os anos de 1875 e 1878, quando pessoas de outras cidades, principalmente da cidade de Vitória de Santo Antão começaram a povoar as terras que futuramente formariam a Vila de Mumbucas, de propriedade de Joaquim Amaro. Tudo indica que a região foi palco da Guerra dos Cabanos, na primeira parte do século XIX, e mais anteriormente poderia ter sido região de mucambos dos Palmares, como nos induz a pensar o nome “mumbucas”, nome de uma família formada da miscigenação de negros e índios.

A vila, que mais tarde passou a pertencer a José Machado, foi rebatizada e recebeu o nome de Chã das Palmeiras, por estar localizada em uma chã e ser esta repleta de palmeiras. As palmeiras foram sendo dizimadas devido ao crescimento da povoação que teria usado as palmeiras para a construção de casas. Com a alteração das paisagem, a chã já não era das palmeiras, mas apenas uma Chã Grande.

Desde então Chã Grande integrava o território do município de Gravatá que tinha como sede a vila de mesmo nome. Foram as mudanças sociais que ocorriam na região que levaram a criação da Lei estadual de nº 4.961, datada de 20 de dezembro de 1963, fazendo de Chã Grande um município e elevou a sua sede à categoria de cidade. A sua instalação ocorreu em 15 de março de 1964, poucos dias antes do golpe militar. Anualmente, no dia 20 de dezembro, Chã Grande comemora a sua emancipação política. Administrativamente, o município é composto pelo distrito sede e pelos povoados de Santa Luzia, Malhadonha e Posto Rodoviário.

A cidade de Chã Grande possui um solo apropriado ao cultivo permanente de culturas agrícolas, sendo esta a principal atividade econômica do município, com abacaxi banana e cana de açúcar. Atualmente, é responsável pela produção de culturas que variam entre o chuchu (principal cultura do município), folhosas (cultura secundária) e o cultivo da graviola, tendo recebido nos últimos anos fortes investimentos na área do agronegócio, escoando sua produção pela BR-232 para as cidades de Vitória, Caruaru e principalmente para Recife. As atividades econômicas secundárias do município de Chã Grande são o comércio e a indústria, esta ainda em pequena escala, contando apenas com indústrias manufatureiras.

Com uma população estimada em 20 mil habitantes, segundo o censo 2000 do IBGE, Chã Grande realiza grandes festas durante o ano. O Festival Nordestino do Agricultor, em novembro, com exposição de frutas, shows artísticos e comidas típicas; a Festa do Padroeiro da cidade, São Sebastião, em janeiro; além da Festa de São José, do Dia do Trabalho e o São João, atraem grande fluxo de turistas.

Além das festas, o “Pega de Boi”, a Corrida de Jerico, a Vaquejada e a Cavalgada completam as atrações culturais de Chã Grande.

Belas paisagens podem ser vistas no município devido à cadeia de montes, destacando-se o Vale dos Caldeirões. Banhado pelo Rio Ipojuca, o lugar nos presenteia com uma obra prima esculpida pela força das águas nas rochas. Outro ponto turístico de interesse é o Mosteiro da Escuta do Senhor, dos frades capuchinhos. Localizado na Vila de Santa Luzia, as missas são celebradas em canto gregoriano. A Igreja da Matriz de São José, construída pelo povo e que substituiu a primeira capela lá construída, também faz parte do roteiro turístico.

Fontes:
http://www.ibge.gov.br
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ch%C3%A3_Grande
http://secplancg.vilabol.uol.com.br/pmcg_pg.html
http://ecoviagem.uol.com.br/brasil/pernambuco/cha-grande/

Texto escrito por: Andréa Ramos e Severino Vicente da Silva

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